Aulas do Dr. Júlio Lucena. Abra em paisagem, ative o modo projetor e espelhe para a TV.
O poder de quem inspira confiança — contágio emocional, o alarme da amígdala e a autotranscendência de Frankl.
02O preço da recompensa fácil — querer não é gostar, o pico está na expectativa, e o que sobra quando falta sentido.
03Quando não existe saída limpa — 66 situações reais em sete arenas de votação, com a teoria em quatro cortes de dois minutos.
04O simulador da vida adulta — cinco cenas que ninguém ensinou a enfrentar, com o voluntário entrando sem saber o que o espera.
05O que entra vira você — experimento com música ao vivo, raio-x da letra e a máquina dos sentidos de Tomás de Aquino.
06A conta que você está negociando toda noite — as duas forças que decidem a sua hora de dormir, e por que a madrugada é a única hora que parece sua.
07A distância entre saber e fazer — o que o mundo oferece, por que quase todo mundo cede, e o que tinha o quarto das pessoas que não cedeu.
08O que o cérebro faz nos primeiros meses, por que aquilo passa, e por que o fim da paixão não é o fim — é onde o amor pode começar.
09A diferença entre "eu fiz algo ruim" e "eu sou ruim" — o holofote que não existe, e por que a culpa constrói onde a vergonha destrói.
10Aula de dados: 237 notificações por dia, o celular que atrapalha desligado, cinco países que viraram a curva em 2012, o experimento natural do Facebook e a armadilha coletiva.
10bOs mesmos dados, contados como história: abertura fria no intervalo de quatro minutos, uma pergunta em tela cheia que volta três vezes, o dia em barra que volta quatro vezes e revelação passo a passo.
11Platão, o cocheiro e os dois cavalos — com as passagens do Fedro, quatro cenas de uma terça-feira e a rédea de dez segundos.
12A abertura do livro do Haidt: uma empresa recruta crianças de dez anos para Marte, e elas querem ir. A menina volta no meio da aula com dezesseis, e daí em diante os dados são o exame de saúde dela — depressão, solidão, a idade em que o uso pesa mais e o que muda no cérebro.
13A segunda parte: atenção, sono, o PISA explicado antes do número, os dois formatos de dano em meninas e meninos, a armadilha coletiva e a sala cheia de fumaça.
15Abre com nove tarefas de uma terça-feira comum — e elas são de alguém de dezenove anos que passou no vestibular há quatro meses. A lista oficial de afazeres do IBGE, a evasão do primeiro ano, e a única refeição que não piorou em nove anos. Fecha entregando uma tarefa com data.
16São 14h20, você terminou a tarefa e faltam três horas. A turma vota, e o voto fica no quadro a aula inteira. No meio, a virada: todo salário é o preço de um problema. No fim, a mesma pergunta de novo — e os dois placares lado a lado.
17Começa com R$ 7,37 na tela e nada mais — o que a lei diz que vale uma hora de trabalho. A partir daí tudo vira hora: a cesta básica custa 122, mil reais no rotativo custam 592 só de juros, e uma vida inteira de trabalho tem 84 mil.
18A série de vocação contada pelo próprio professor: o dia da prova, a anatomia, o internato, a pandemia e a formatura. Entre as fotos, o curso por dentro — sistemas × PBL, o ENAMED das escolas de João Pessoa, quanto custam seis anos, o gargalo da residência e quanto paga o primeiro emprego.
19Para o 1º ano, irmã da Alegoria da Biga. Abre com noventa segundos cronometrados em que a turma precisa começar algo que vem adiando — e quase ninguém começa. Daí em diante a aula inteira corre sobre uma história só: Ulisses manda os homens amarrarem-no ao mastro porque sabe que daqui a uma hora ele não será a mesma pessoa. A akrasia de Aristóteles, a vontade que vira quando o barco se aproxima, a cera nos ouvidos dos remadores, e a descoberta de que o mastro prende o corpo mas quem move o barco é Ítaca.
20A turma recebe uma encomenda nos três primeiros minutos: escrever cinco regras para garantir que alguém seja infeliz em dez anos. Então a aula conta o discurso de formatura de 1986 em que Charlie Munger fez exatamente isso, e acompanha um formando ano a ano — remoer, fugir, isolar-se, comparar-se —, com os dados do IBGE sobre adolescentes brasileiros no meio do caminho. Fecha com duas frases famosas que não resistem à checagem.
21Trezentos e onze calouros alemães, grupos pequenos, uma câmera ligada toda semana. Na primeira semana a sala escolhe sempre o mesmo tipo de pessoa; na terceira, a mesma pessoa já perdeu. A partir dessa cena a aula vai atrás da curva famosa sobre generosidade — que não aparece em artigo nenhum —, mostra o tamanho verdadeiro do efeito de dar e termina num estudo que mediu o motivo por trás do ato, e achou desfechos diferentes.
22Três da manhã, Kew Gardens, 1964. A turma escolhe entre quatro condutas antes de saber o que aconteceu de verdade naquela noite — e só no fim descobre que uma pessoa real escolheu a mais difícil das quatro. No caminho: as quatro condições da coragem, as cinco coragens falsas, e por que Tomás de Aquino dizia que aguentar é mais difícil do que atacar.
23Começa com um experimento: a turma dá nota ao próprio entendimento de um zíper, escreve a explicação, e dá a nota de novo. Então a aula vira investigação — de onde veio a frase “se você não consegue explicar de forma simples, não entendeu” — e descobre um blogueiro de 2011, vinte e três anos depois da morte de Feynman. Termina com Kahneman escrevendo o próprio nome embaixo de “foi um erro”.
24Continuação da aula de vida financeira, agora em quatro degraus seguidos com o mesmo personagem: um aluno é contratado ao vivo por R$ 2.000, é promovido para R$ 5.000, se cansa do chefe e abre um MEI, e acaba dono de uma lanchonete que fatura R$ 30.000. A mesma ficha se repete nos quatro — quanto passa pela mão, quanto fica, e o que cada degrau deixa de fora. Termina com os dois regimes de cima, onde o governo chuta quanto a empresa lucrou.
25Uma ferramenta dentro da aula: a turma monta, linha por linha, a DRE de uma clínica popular em Campina Grande que fatura R$ 132.000 por mês. Cada linha começa com uma interrogação e um palpite da turma. No fim sobram R$ 9.815 — e então vêm a rampa de onze meses de prejuízo, o payback de quatro anos, a regra em que pagar mais salário barateia o imposto, e a concorrente que abre a quatrocentos metros cobrando R$ 90.
26Um pombo numa caixa em Harvard, nos anos 1950, e o que o próprio Skinner disse sobre caça-níqueis. No meio da aula, a turma inteira joga roleta num simulador: trinta alunos, dez fichas cada, e a casa só sobe. Termina no celular, na medida provisória desta semana e numa frase de Frankl sobre dinheiro.
27A turma repete, em duplas, um experimento de Yale de 2018: cinco minutos de conversa e dois números no caderno. A contagem de mãos mostra a diferença do gostar na própria sala. Depois, os colegas de quarto que levaram um semestre para descobrir, a idade mais solitária do mundo e o estudo de Harvard.
28Nove semanas de mensagens entre Lara e Caio, uma história inventada, reveladas uma a uma. Cada aluno anota em silêncio o número da mensagem em que passou do ponto. Depois vêm os 8% contra 66%, o violentômetro, o ciclo da lua de mel, a lei e o que dizer à amiga.
29Toronto, anos 1990: duas psicólogas põem um microfone no meio do recreio. Havia plateia em 88% das cenas de bullying, alguém se mexeu em 19%, e quando se mexeu a cena parou em segundos na maioria das vezes. Fecha com o pedaço de pão de Frankl e três frases que qualquer testemunha consegue dizer.
30A história de Viktor Frankl de 1941 a 1946: o visto que ele não usou, o pai em Theresienstadt, o manuscrito perdido em Auschwitz, a página do Shemá no casaco de outro homem, a castanheira pela janela e a carta de setembro de 1945. Uma aula sobre perda, com aviso no começo e uma folha de calendário no fim.
31Ansiedade explicada pelo corpo: a mão no peito, o barulho no capim, o detector de fumaça, o caminho da amígdala até as adrenais e o que alimenta o medo. No pico, o médico de Viena que tinha medo de suar e a turma inteira tentando ficar vermelha.
32O professor de Princeton que publicou os próprios fracassos, um jogo de mito ou verdade (Jordan, Einstein, Edison, Rowling), os 28 anos de Katalin Karikó entre o rebaixamento e o Nobel e os dois eixos de Frankl. O professor mostra o verso do próprio currículo.
33A última aula de Randy Pausch, em 2007: as flexões no palco, os sonhos de infância, as paredes de tijolo e a revelação final. Uma vida de 90 anos em 4.680 quadradinhos, o imperativo de Frankl da segunda vez e, em grupos, a última aula da turma.
34A pesquisa “Chato, mas importante”: aguenta mais quem estuda por alguém. A tela dividida entre contas e vídeos, 1 jovem em 5 com propósito claro e a lista de cinco passos chatos que salvou mais de 1.500 vidas em UTIs. Jogo: chato para quem?
35Um menino pobre de Argel, o professor que o percebeu e a carta que Albert Camus escreveu a ele um mês depois do Nobel. Por que quem agradece erra a conta, o que Cícero dizia da gratidão e uma carta de três frases, sem obrigação de enviar.
◇︎Não é aula. São três figurinos para a mesma tela e os tipos de tela novos — para decidir o visual das próximas aulas.
No índice ainda ficam turma, que guarda os números de cada turma separados, relatório, que reúne o que aconteceu, e roteiro, que vira folha de condução.
Abra o índice, toque em Modo edição ou aperte E. As mudanças ficam neste aparelho. Para valerem no projetor, use Baixar aula e suba o arquivo aqui por cima do antigo.
Abra a aula, toque no botão de tela cheia no rodapé e siga os três passos. Em dez segundos ela vira um ícone que abre sem a barra do Safari.
O que você escolher aqui vale para as dezoito aulas do site, e passa a valer na hora. A escolha fica guardada neste aparelho — o iPad da sala e o seu computador são escolhas separadas, então repita em cada um. Uma aula aberta fora do site, por AirDrop ou e-mail, continua com a tipografia original.