| 0–3 | 1. A ordem | Tela escura, o barco se desenha e a ordem surge sozinha. Leia a ordem em voz alta, devagar, duas vezes. Depois toque e faça a pergunta: quem dá uma ordem contra si mesmo? | passos |
| 3–6 | 2. Noventa segundos | AO VIVO. O cronômetro abre no canto: toque em iniciar. Leia a tarefa e cronometre de verdade: noventa segundos, em silêncio. | cronômetro |
| 6–7 | 3. Capa | A capa, e o tema dito com clareza. Leia o título e a linha de baixo. O que faltou nos noventa segundos não foi informação: eles sabiam a tarefa e como começar. Também não faltou tempo. | |
| 7–10 | 4. Às sete eu começo | NINA: personagem inventada. | passos |
| 10–13 | 5. O conselho de Circe | CONTE, não leia. Esta é a cena que carrega a aula inteira, e ela precisa ser narrada devagar, com a sala em silêncio e a garoa caindo na tela. | |
| 13–15 | 6. Por que corda | Tela curta, e é o coração da história. Leia a pergunta e deixe a turma responder antes de tocar. | passos |
| 15–18 | 7. Akrasía e o corvo | A cortina abre a primeira parte: o problema de Ulisses tem nome, e tem mais de dois mil anos de discussão. Escreva a palavra no quadro em letras grandes: A-K-R-A-S-I-A. | passos |
| 18–20 | 8. De longe e de perto | A cortina abre a segunda parte: o que acontece por dentro para a vontade virar de lado. Leia a frase com a segunda-feira, devagar. Toque: o dia vira sábado, quatro da tarde. Toque de novo: a escolha vira. Martele: NADA mudou na tarefa. | palavra que troca |
| 20–23 | 9. O eu do futuro no cérebro | A tela de mecanismo. Dois estudos, um para cada metade da frase da tela anterior; toque um cartão por vez. | passos |
| 23–25 | 10. O alívio vem primeiro | Dianne Tice e Roy Baumeister acompanharam universitários de uma disciplina de psicologia ao longo de um semestre, medindo estresse, sintomas físicos e nota (Psychological Science, 1997; dois estudos, com poucas dezenas de alunos cada, e por isso vale a ressalva). | passos |
| 25–28 | 11. Ele não tentou querer mais | A cortina abre a terceira parte: de volta ao barco. A virada prática da aula, e ela desmonta o que eles ouvem em vídeo de motivação. Ulisses não se preparou psicologicamente, não fez discurso para si mesmo, não tentou querer mais. | desenho por toque |
| 28–31 | 12. A desculpa mais gentil | Uma frase que ELES dizem. ANTES DO ESTUDO, A SALA MEDE: mão levantada, quem já disse a frase do título? Toque no cartão a cada mão e diga o número em voz alta. Só então toque e revele o estudo. | voto |
| 31–34 | 13. O mastro tem uma frase | A tradução prática, e a turma quase nunca ouviu falar dela. Peter Gollwitzer chamou de intenção de implementação: em vez de vou estudar mais, a pessoa formula uma frase com gatilho e ação. SE acontecer tal coisa, ENTÃO eu faço tal coisa. | passos |
| 34–37 | 14. A cera e a tripulação | AO VIVO. Primeiro a história, em um minuto: a tripulação inteira atravessou a ilha sem nenhum esforço de vontade, porque não ouviu nada. Ulisses foi o único que sofreu, e foi o único que escolheu ouvir; pagou o preço amarrado, gritando para ser solto. | passos |
| 37–40 | 15. A virada · Ítaca | A virada existencial, e é o coração logoterapêutico da aula. Toda a técnica que a gente viu prende o corpo; nenhuma move o barco. O barco se move porque Ulisses queria chegar a Ítaca: a casa, a mulher, o filho que ele não via desde bebê. | passos |
| 40–46 | 16. O seu mastro | A escrita, no fim, e é ela que faz a aula sair da sala. Meia folha. Aponte para o número que está no quadro desde os noventa segundos. | passos |
| 46–50 | 17. Encerramento | Leia a primeira linha e espere: a frase final chega sozinha, depois de um silêncio. Não acrescente nada depois dela. | pausa |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay