Como a sua personalidade funciona por dentro, em três pessoas.
A partir da tese de Diego Reis.
Personagem, Crítico e Roteirista: três de você dentro de uma vida só.
Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay
A partir da tese de Diego Reis.
Um planejou, um ficou na cama e um deu a nota.
Cada um mora em um tempo diferente.
Para Aquiles aparecer no palco, alguém escreve o roteiro, um ator empresta o corpo e alguém assiste e avalia.
Na sua vida, os três trabalhos são feitos por você.
O Personagem vive no presente e conhece o mundo pelos sentidos. A pergunta dele é uma só: o que é isto?
Sem ele, nada do que você pensa ou planeja chega a existir.
Um frango que passa 24 horas no maracujá sai com gosto de maracujá. Você fica parecido com aquilo em que passa o tempo.
Ser temperado acontece com todo mundo. O molho e o tempo dentro dele dependem de você.
O Crítico mora na memória. Olha para o que você viveu e conclui: foi bom, foi ruim, vale repetir. Essas conclusões viram as suas crenças.
É nelas que você se apoia para decidir o amanhã.
“Errei quatro questões de função.”
“Eu sou burro em matemática.”
O fato acompanha a realidade, que muda. A sentença fixa para sempre uma coisa que muda.
Quem faz isso é o Roteirista. Ele mora na imaginação, espera um bem e escreve o plano para chegar lá. As perguntas dele são por quê e para quê.
Ele só consegue esperar aquilo em que o Crítico acredita.
Quem deixa o roteiro em branco entrega o palco ao que aparecer.
Cada volta confirma a crença ou obriga a corrigi-la.
O Crítico diz uma coisa, o Roteirista se cala e o Personagem faz outra. A tese chama isso de ruptura da personalidade, e ela aparece como tristeza no fim do dia.
Quando os três fecham juntos, o que aparece é paz.
Refaça o seu dia de ontem com três perguntas. O que eu tinha planejado? O que eu fiz? A nota que eu me dei foi justa?
Na próxima aula: por que os três brigam.