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Você aceitaria um real?

PROJETO DE VIDA · O JOGO DO ULTIMATO · roteiro de uma página · 22 telas · 52 minutos
0–31. Antes de começarRitual: mãos de quem cumpriu o compromisso (anote o número), bilhete anônimo, duas lembranças. Cada aluno destaca meia folha do caderno.
3–42. CapaLeia o título e o subtítulo. A sala vai jogar um jogo que economistas usam há mais de quarenta anos.
4–53. O temaPor que gente comum abre mão de ganhar para não aceitar uma divisão injusta, e o que o cérebro faz nessa hora.
5–74. A apostaVoto de mão: 1 de 10, aceito ou recuso? Anote no canto do quadro. É a previsão da sala sobre ela mesma.voto
7–95. As regrasDois lados da sala: na rodada 1, esquerda é A (propõe), direita é B (responde). A escreve só um número; B só S ou N. Pontos de mentira. Ímpar: um aluno embaralha.
9–146. Rodada 1Um minuto para A. Recolha, embaralhe na frente, entregue aos B. B escreve S ou N e devolve. Pilha 1 separada.cronômetro, passos
14–197. Rodada 2Os lados trocam. Mesmo procedimento. Enquanto isso, eixo de 0 a 10 no quadro e dois voluntários para ler os papéis.cronômetro, passos
19–258. O gráfico da turmaPICO. Voluntários leem número e letra; toque aceita ou recusa na coluna; um aluno risca no quadro. Pergunte: o que vocês estão vendo? Em outra turma, toque em zerar antes.gráfico por toque
25–279. O que vocês sentiramDebrief pelo corpo, sem expor ninguém: quem recusou, quem propôs, quem aceitou pouco. Anote duas ou três palavras no quadro.
27–2910. Pepino e uvaVídeo (46 s, Frans de Waal). Antes do play, voto de mão: o macaco do pepino come ou recusa? Depois, ligue ao não que vem do corpo. Sem internet: conte a cena.vídeo
29–3011. A previsão da teoriaA conta da teoria clássica: 1 é melhor do que zero, então ninguém recusa. Toque: risco e correção. Compare com a aposta do início.risco e correção
30–3212. Alemanha, 1982Güth, Schmittberger e Schwarze: o primeiro teste. Oferta mais comum, meio a meio; média perto de 37%.número que conta
32–3413. Abaixo de 20%Camerer (2003): abaixo de uns 20%, cerca de metade das ofertas é recusada. O painel da sala se preenche sozinho pelo gráfico.número que conta
34–3614. Quinze sociedadesHenrich e colegas (2001, 2005): a teoria do só-interesse falha em todas; o preço do justo muda de lugar. Linha por linha.passos
36–3915. Dentro do cérebroSanfey e colegas (Science, 2003): ínsula anterior e pré-frontal, uma etapa por toque. Ressalva: associação, não causa.desenho por toque
39–4016. Do outro lado, um computadorA mesma oferta baixa vinda de um computador foi mais aceita, e a ínsula acendeu menos. O que dói é quem oferece.
40–4217. Nina e o trabalho em grupoPersonagem inventada, a mesma em todas as aulas. Nina faz tudo; na capa, quatro nomes. Quanto ela está aceitando, de 10?
42–4418. Onde se aceita um realTrabalho, relação, grupo: exemplos da sala, sem nomes. Na vida o jogo se repete, e aceitar sempre um ensina que um basta.
44–4619. O outro ladoQuando recusar sai caro. Recusar protege ou só castiga? Punição altruísta (Fehr e Gächter, Nature, 2002).
46–4820. Para a cartolinaRitual de fechamento: voto de mão entre as duas frases; voluntário escreve a vencedora na cartolina. Aposta e recusas no placar da turma.voto
48–5121. Esta semanaTrinta segundos de silêncio. Na mesma meia folha, sem nome: onde está o um real da semana e a frase que vai dizer até sexta.
51–5222. FechamentoA pergunta do título volta. Leia e não acrescente nada.

Material: só meia folha do caderno por aluno. As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay