Abrir a aula

O que fica quando você sai da sala?

PROJETO DE VIDA · PRESENÇA E INFLUÊNCIA · roteiro de uma página · 22 telas · 50 minutos
0–21. CapaCena ao vivo, antes de qualquer teoria: saia e entre duas vezes (1ª apressado, no celular; 2ª inteiro, olhando a sala, três segundos de silêncio). Sem comentar, avance para o voto.
2–42. A cena · duas entradasPrimeiro o voto, sem conversa: em qual das duas entradas vocês confiariam? Cada toque soma um voto.voto · desenho por toque
4–53. O tema de hojeDiga o tema com clareza: o que a turma acabou de sentir nas duas entradas tem nome e tem mecanismo.
5–64. Voto que muda · antesVoto de mão, rápido e sem discussão: presença se treina ou se nasce com ela? Cada toque soma um voto. ANOTE O PLACAR NO QUADRO e diga só: vamos votar isso de novo no fim da aula. Não defenda nenhum lado agora.voto
6–85. O que presença deixa de foraDesarme o imaginário do popular. Leia o nome, peça um palpite e toque. Popularidade conta quantos olham; presença conta o que acontece com quem fica perto. Um aluno pode ter 40 mil seguidores e nenhuma presença.cartões
8–106. Aposta · confiançaNão revele antes de a turma se comprometer. Quase todos chutam em segundos. Lembre a cena da abertura: quanto tempo vocês levaram para escolher uma das duas entradas?voto
10–127. Um décimo de segundoO número desce dos segundos que eles chutaram até 100 milésimos.número
12–138. Parece confiável antes de concordarUma frase e silêncio. A palavra é parecer: é impressão, e impressão se corrige, mas ela chega antes do argumento.
13–179. O que o cérebro lêNúcleo técnico. (1) Contágio emocional: em conversa, as pessoas sincronizam respiração, tom e humor (Hatfield, Cacioppo e Rapson, Emotional Contagion, 1994).
17–1910. O corpo fala antes da vozPeça dois voluntários: dez segundos na coluna da esquerda, dez na da direita. A turma descreve o que VIU mudar; é o que interessa aqui, como os outros leem um corpo.
19–2111. Prática · 4 e 6Faça junto, em silêncio, sem ironia. Quatro segundos inspirando pelo nariz, seis soltando pela boca, três vezes.
21–2312. As três forçasAmarre cada força ao que já foi explicado: calma é regulação, autenticidade é economia de energia, escuta é atenção sustentada.cartões
23–2513. As três ausênciasCostuma ser a tela de maior silêncio. A primeira ausência, a dispersão, abre a tela seguinte. A terceira prepara Frankl: timidez e arrogância têm a mesma raiz, a atenção presa em si.passos
25–2714. Treinado para checarMecanismo em linguagem simples.
27–3015. Frankl · sair de siCoração existencial. Volte à cena da abertura: quem entrou da primeira vez estava preso em si (o celular, a pressa, o que vão pensar); quem entrou da segunda estava voltado para a sala.passos
30–3116. Laboratório · as regrasSó voluntários; ninguém é chamado pelo nome. Quatro ou cinco falas cabem no tempo. A regra do silêncio durante a fala é o que torna a experiência segura. Sem placar e sem vencedor.passos
31–3917. FaleO cronômetro de 90 segundos abre no canto: inicie a cada voluntário e zere entre um e outro. Não interrompa quem passar por poucos segundos.cronômetro
39–4318. O que aconteceuOnde a experiência vira conceito. Toque numa pergunta por vez. Pergunte primeiro a quem falou o que sentiu. A resposta quase sempre é: esqueci de mim. Essa é a aula inteira.cartões
43–4519. Voto que muda · depoisO mesmo voto do começo, sem discussão antes. Depois compare com o placar anotado no quadro. Se houver migração, pergunte a quem mudou: o que fez você mudar?voto · passos
45–4620. EspelhoVoto de mão. Ninguém explica o voto.voto
46–4921. Até sextaO ato da semana, com prazo. Até sexta: uma conversa sem o celular na mão, em que você só faz perguntas; três minutos bastam, com alguém de casa, um colega, um avô.
49–5022. FechamentoLeia devagar e deixe o silêncio durar. O desenho é a segunda entrada da abertura: a pessoa que ficou. Não explique a frase.

As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay