| Aula 1 | |||
| 0–3 | 1. 4 minutos | Esta é a segunda parte da série que começou em Crescer em Marte: o número já é conhecido, é o apito que tocou lá. Projete e toque no 4: ele apita uma vez, baixo. Não diga nada por cinco segundos. | número que conta · apito |
| 3–5 | 2. A pergunta · 1 de 3 | Leia a pergunta em voz alta, devagar, e diga com todas as letras: eu não vou responder isso agora. Esta tela volta igual mais duas vezes, a segunda e a terceira na próxima aula, e na terceira ela vem com número. | |
| 5–8 | 3. O dia · 1 | PRIMEIRA APARIÇÃO DO DESENHO QUE VOLTA QUATRO VEZES. Apresente a barra como um objeto: este é o seu dia, vinte e quatro horas, e a gente vai preenchendo ele juntos. Um toque por pedaço: sono, escola e o que sobra. | passos |
| 8–11 | 4. 237 | O VOLUME, primeiro como peso. Deixe o número contar e diga de onde vem: NÃO foi perguntado a ninguém. Um aplicativo instalado no aparelho contou, por uma semana, sem ninguém precisar lembrar (Common Sense Media, Constant Companion, 2023). | número que conta · pilha |
| 11–15 | 5. O resto do dia medido | ANTES DO PRIMEIRO CARTÃO, O DADO DA SALA: de memória, sem celular, mão levantada, quem acha que usa o celular mais de quatro horas por dia? Conte e diga o número; complete a linha de baixo no quadro. Ninguém precisa estar certo; é chute. | passos |
| 15–17 | 6. O dia · 2 | A BARRA VOLTA, agora com o celular pintado por cima das nove horas livres. A CONTA, para ninguém achar que o número saiu do nada: a mediana medida é de 4h30 de celular por dia. | passos |
| 17–18 | 7. Cinco horas | TELA DE SILÊNCIO. Projete e não fale por quinze segundos inteiros. Conte no relógio, porque quinze segundos calado parece muito mais. Se alguém perguntar: é a mediana, o aluno do meio. Para os 9 em cada 100 que passaram de dez horas de celular, não sobra nada. | |
| 18–23 | 8. Onde fica o celular quando você estuda? | TÍTULO EM PERGUNTA, de propósito: peça que respondam antes de revelar. Mão levantada quem estuda com o celular na mesa. No bolso. Em outro cômodo. SÓ ENTÃO revele os cartões. | passos |
| 23–27 | 9. A mesma prova, duas notas | Rápida e concreta. Grupos de universitários formados ao acaso fizeram a mesma prova com ou sem o telefone por perto (Lee e colegas, 2017): não eram os mesmos alunos, eram grupos comparáveis, e é a distribuição ao acaso que permite comparar. | passos |
| 27–33 | 10. O que a interrupção faz por dentro | AQUI O SENHOR EXPLICA O MECANISMO, e é a parte que só um médico consegue dar. Deixe o sino bater alguns segundos antes de falar: ele bate em intervalos sorteados, e o olho volta para ele toda vez. Pergunte: por que vocês não conseguem parar de olhar? | passos |
| 33–35 | 11. Que prova é essa? | TELA DE CONTEXTO, e ela existe porque número sem régua não significa nada. Três linhas, sem pressa. Complete de viva voz: quem aplica é a OCDE, a cada três anos; no Brasil quem organiza é o Inep. | passos |
| 35–42 | 12. O celular do vizinho também cobra | Agora os números, com a régua já dada. Um passo por toque. (1) A régua: cada bloco de 20 pontos é um ano letivo. (2) Onde o Brasil está em matemática: 379 contra 472 da média da OCDE, 93 pontos, quase cinco anos de escola de distância. | passos |
| 42–45 | 13. Fim da primeira aula | FIM DA PRIMEIRA AULA. Se o apito estiver ligado, desligue no ponto do canto, sem comentar. Leia a frase e aponte para a pergunta que ficou pendurada desde o começo: se ninguém gosta, por que ninguém sai? | |
| Aula 2 | |||
| 0–3 | 14. Aula 2 · Terça, 0h40 | Comece pela tela, sem retomar nada. A cena é da Nina, personagem inventada que a turma conhece de Crescer em Marte: 16 anos, mora com a mãe, Sandra, técnica de enfermagem que faz plantão noturno, e com o irmão Theo. | |
| 3–8 | 15. O turno da madrugada | O DADO DA SALA, antes do estudo: mão levantada, quem dormiu sete horas ou mais ontem? Conte e complete a linha de baixo no quadro. Então os cartões, UM POR TOQUE. | passos |
| 8–9 | 16. A pergunta · 2 de 3 | A MESMA TELA DA ABERTURA, DE PROPÓSITO. Não mude uma vírgula na leitura. Diga só: esta é a mesma tela da aula passada, mas agora vocês já sabem o preço. Deixe três segundos de silêncio e passe. | |
| 9–12 | 17. Meninas: o espelho | TELA DELICADA, conduza com cuidado e sem tom de acusação. A tese de Haidt e Rausch é que o dano tem dois formatos, e esta é a primeira metade. | passos |
| 12–15 | 18. Meninos: a porta fechada | A segunda metade da tese de Haidt e Rausch. Nos meninos o dano é de AUSÊNCIA: retirada do mundo real para mundos que entregam recompensa sem risco e sem consequência. Menos exposição, e também menos vida. | passos |
| 15–19 | 19. Voto que muda | UM VOTO ANTES DA RESPOSTA, rápido. A pergunta do voto é outra, de propósito: ela mede se a sala, sozinha, abriria mão do aplicativo. (1) Voto de mão; cada toque no cartão de cima soma um voto. (2) Um voluntário de cada lado defende em trinta segundos. | voto |
| 19–23 | 20. A armadilha coletiva | A TELA QUE FECHA O LAÇO. Diga antes de revelar: lá na primeira aula eu prometi uma resposta com número, e ela começa aqui. Um cartão por toque. | número que conta |
| 23–25 | 21. A pergunta · 3 de 3 | TERCEIRA E ÚLTIMA VEZ. Diga: eu prometi na aula passada que esta pergunta voltaria três vezes e que na terceira teria número. É esta. Leia a resposta devagar e marque a inversão do sinal: sozinhos, eles cobravam para sair; juntos, pagariam para sair. | |
| 25–27 | 22. O dia · 3 | A BARRA VOLTA PELA TERCEIRA VEZ, agora com o pedaço que a pesquisa devolveu. Toque e o pedaço verde aparece. | passos |
| 27–31 | 23. A sala com fumaça | A CHAVE DA AULA, e é um experimento de 1968. Latané e Darley puseram estudantes numa sala para preencher um questionário e começaram a soltar fumaça por uma saída de ar. Sozinha, a maioria das pessoas se levantou e avisou alguém em poucos minutos. | holofote |
| 31–33 | 24. 15.100 | A SAÍDA COLETIVA QUE ELES JÁ VIVEM. | |
| 33–37 | 25. A parte que continua sendo sua | CORAÇÃO DA AULA. Baixe o tom e vá bem devagar. Junte as peças: a armadilha mostra que a culpa individual é injusta; a hora devolvida e a lei mostram que a saída existe; o pacto, que vem já, é a parte coletiva. Falta a parte que ninguém faz por você. | passos |
| 37–40 | 26. O dia · 4 | A BARRA VOLTA VAZIA, e é a turma que preenche, DE MEMÓRIA, sem celular. Exercício de dois minutos. Leia antes a linha da Nina: quando ela mediu, o chute ficou em menos da metade do real. | |
| 40–46 | 27. Pacto da sala | O ATO DA AULA, e ele é coletivo: sair junto, na prática. A turma vota UMA regra só, que dê para verificar, por duas semanas. A proposta da tela é o grupo da turma em silêncio das 22h às 7h. | voto |
| 46–50 | 28. Encerramento | ENCERRAMENTO SEM PARÁGRAFO. Leia a frase devagar. Toque para a segunda linha e diga a data em voz alta: o pacto começa hoje às 22h e a turma confere junto daqui a duas semanas. Não acrescente conselho, não recapitule, não agradeça. | passos |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay