| 0–3 | 1. A barra | Sem retomada e sem capa: a barra dourada já está na tela, o número conta até R$ 132.000 e a tesoura fica parada ao lado. Leia a pergunta e não responda. | número que conta |
| 3–7 | 2. A Clínica Vida | Apresente a clínica com entusiasmo, como uma boa ideia, porque ela é. Faça a conta do faturamento COM eles no quadro: 3 consultórios, 2 turnos, 22 dias úteis; 50 atendimentos por dia dão 1.100 consultas por mês, a R$ 120, R$ 132.000. Deixe o número no quadro, bem grande. | passos |
| 7–9 | 3. A proposta da Sandra | A cena, curta. A Nina, a personagem inventada do semestre, 16 anos; a mãe, Sandra, é técnica de enfermagem e faz plantões noturnos. Se a turma ainda não a conhece, apresente em uma frase. | passos |
| 9–12 | 4. Sala vazia ou sala montada? | A primeira decisão da dona, antes de qualquer conta. Voto rápido: cada toque no cartão soma uma mão. ANOTE o placar no quadro. Apresente as duas salas como dois caminhos honestos, sem sugerir resposta. | voto |
| 12–14 | 5. A receita | Diga o nome do que vão montar: DRE, demonstração do resultado, a conta do mês de uma empresa, de cima para baixo. A barra inteira é o que entrou: R$ 132.000. Diga o que 1.100 consultas significam: uma pessoa sentando na cadeira a cada nove minutos, o dia inteiro. | passos |
| 14–17 | 6. O imposto | Toque: a tesoura corta o primeiro pedaço. Compare com os palpites do quadro; quase sempre a turma subestima. O ponto conceitual: o imposto está EM CIMA da conta, logo abaixo da receita. No Simples Nacional ele incide sobre o faturamento: se a clínica der prejuízo no mês, paga do mesmo jeito. | desenho por toque |
| 17–20 | 7. Os médicos | Pergunte antes de tocar: quem ganha mais numa clínica, a dona ou os médicos que atendem? Deixe votarem de mão. Toque. A resposta desmonta uma fantasia: os médicos juntos levam cinco vezes o que vai sobrar no fim. Explique o modelo de turno: 3 consultórios, 2 turnos, 22 dias, 132 turnos a R$ 400. | desenho por toque |
| 20–23 | 8. A equipe | Seis pessoas registradas: duas recepcionistas, uma no faturamento, duas técnicas de enfermagem (uma delas a Sandra, se aceitar a proposta) e uma de serviços gerais. Peça que chutem o multiplicador antes de tocar; quase todo mundo diz 2 ou 3. Toque. | desenho por toque |
| 23–27 | 9. As contas pequenas | AO VIVO curto: antes de tocar, peça que a turma liste em voz alta tudo o que uma clínica paga por mês e vá escrevendo no quadro. Eles dizem aluguel e luz, e param. | desenho por toque |
| 27–33 | 10. A conta fechada | O momento da aula. Antes do número, volte ao quadro e leia em voz alta os três palpites que a turma deu na tela da clínica. Só então deixe o R$ 9.815 contar: é o pedacinho dourado no fim da barra. Espere o barulho passar. | número que conta |
| 33–40 | 11. Por que o palpite saiu tão alto | Mecanismo, e ele explica o quadro. Aponte para os palpites da turma e para o 9.815. O 132 mil não é armadilha: é o dado mais importante da clínica, e estava no quadro, bem grande, quando eles chutaram. O que não estava eram as saídas, e simular saídas é difícil. Toque. | passos |
| 40–45 | 12. Fim da primeira aula | FIM DA PRIMEIRA AULA. Diga só isto: a conta do mês fechou; guardem o número que sobrou e a pergunta da Nina, porque na próxima aula a pergunta é quanto dele chega ao bolso da dona, e quanto ela gastou antes de abrir a porta. | |
| A2 · 0–4 | 13. Aula 2 · Mês 1 | A barra agora é vermelha e o número é negativo. Leia e diga: ela abriu, e ninguém abre cheio. Tudo o que vimos na aula passada era o mês CHEIO. Pergunte: quem já viu um negócio novo do bairro vazio nos primeiros meses? | número que conta |
| A2 · 4–10 | 14. Aula 2 · A rampa | A tela que desmonta a fantasia inteira: nenhuma clínica abre cheia. Toque período por período. Meses 1 e 2: doze atendimentos por dia, prejuízo de R$ 22.889 por mês. | desenho por toque |
| A2 · 10–14 | 15. Aula 2 · O que custa abrir | O conceito mais importante da segunda aula: investimento não aparece na conta do mês. Leia a sala vazia devagar: obra e adequação sanitária R$ 90.000, mobília e equipamento R$ 70.000, computadores e rede R$ 20.000, legalização e alvarás R$ 12.000, total R$ 192.000. | passos |
| A2 · 14–18 | 16. Aula 2 · O bolso da dona | A dona recebe por duas portas: o pró-labore, que é o salário dela e paga INSS e Imposto de Renda como o de qualquer um, e o lucro, que sai isento. Some: R$ 6.395 líquidos de pró-labore mais R$ 9.815 de lucro, R$ 16.210 no mês. | passos |
| A2 · 18–24 | 17. Aula 2 · Em quanto tempo volta | O voto da primeira aula volta, e a turma leva um susto. Faça a conta no quadro com eles. Sala vazia: R$ 192.000 de investimento mais R$ 162.437 da rampa, divididos por R$ 9.815 de lucro mensal, dão 36 meses depois do equilíbrio, quase quatro anos desde a abertura (3 anos e 11 meses). | voto, silêncio |
| A2 · 24–28 | 18. Aula 2 · Se der errado | Tudo até aqui supõe que deu certo. Toque e deixe os riscos caírem um em cima do outro, lendo cada um devagar. | pilha |
| A2 · 28–31 | 19. Aula 2 · 62,7% | ANTES DO NÚMERO, o dado da sala: de cada 10 empresas com empregado que abrem, quantas vocês acham que fecham em cinco anos? Voto de mão em 2, 4, 6 ou 8; cada toque no cartão soma uma mão. Toque: o número conta. Três segundos de silêncio antes de falar. | voto, número que conta |
| A2 · 31–36 | 20. Aula 2 · Por que alguém vira dono? | A virada, e ela não é sobre dinheiro. Volte à pergunta da Nina na primeira aula: a dona fica rica? Com 62,7% fechando, sete e quarenta de cada cem e um plantonista ganhando parecido sem risco, por que alguém vira dono? Ouça primeiro. | passos |
| A2 · 36–44 | 21. Aula 2 · A folha volta | Devolva as folhas com os palpites da primeira aula. Cada um compara o próprio palpite com os R$ 9.815 e escreve a diferença em reais e, numa linha, qual conta esqueceu. Dê três minutos de silêncio. | |
| A2 · 44–48 | 22. Aula 2 · Fim | Leia as linhas e não acrescente nada. Deixe a turma sair com a folha na mão. | passos |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay