| 0–1 | 1. Capa | Escreva a palavra DOPAMINA no quadro e não explique nada ainda. | |
| 1–2 | 2. O tema de hoje | Diga o tema antes de qualquer pergunta. A aula tem três partes: o que a dopamina faz de verdade, como os aplicativos usam isso, e um experimento que a turma faz em sala. | |
| 2–4 | 3. O que a dopamina faz | Voto de mão: cada toque soma um voto. Quase todos votam em prazer. | voto |
| 4–7 | 4. A cena · quantas vezes ontem | Peça que abram o Tempo de Uso do aparelho e olhem um número específico: quantas vezes pegaram o celular ontem. O tempo total é mais fácil de justificar; o número de vezes ninguém consegue justificar. | voto |
| 7–8 | 5. Quase nenhuma foi decisão | Deixe a frase na tela e espere. Depois: foi um impulso que você só percebeu quando a tela já estava acesa. | |
| 8–11 | 6. Querer e gostar | A virada conceitual. Kent Berridge e Terry Robinson separaram em laboratório dois sistemas: gostar (o prazer em si) e querer (o impulso de ir atrás). | passos |
| 11–13 | 7. O pico vem antes | Wolfram Schultz registrou neurônios de dopamina em macacos: com o aprendizado, o disparo migra do prêmio para o sinal que anuncia o prêmio (Schultz, Dayan e Montague, Science, 1997). Uma linha por toque. | passos |
| 13–15 | 8. Aposta · notificações | Não revele antes de a turma se comprometer. Cada toque soma um voto. | voto |
| 15–16 | 9. 237 por dia | Common Sense Media, relatório Constant Companion (2023), com adolescentes dos Estados Unidos. 237 é a mediana: metade recebe mais do que isso. | |
| 16–18 | 10. O caça-níqueis | B. F. | |
| 18–20 | 11. A gangorra | Imagem de Anna Lembke em Nação dopamina (2021): prazer e dor ocupam os dois lados de uma gangorra, e o cérebro trabalha para nivelá-la. Todo pico é compensado com uma inclinação para o lado oposto. | simulação |
| 20–22 | 12. A conta escondida | Uma linha por toque. A turma se reconhece sem que você acuse ninguém. | passos |
| 22–24 | 13. Acelerador e freio | A área tegmental ventral libera dopamina no núcleo accumbens e no córtex pré-frontal. O accumbens empurra; o pré-frontal pondera se vale a pena. | |
| 24–26 | 14. Frankl · vontade de sentido | Núcleo existencial. Para Frankl, a busca de prazer não é a força primária do ser humano: ela ocupa o lugar quando a busca de sentido é frustrada (Em busca de sentido, parte II; A vontade de sentido). | |
| 26–28 | 15. O vazio chega como tédio | Frankl descreveu o vazio existencial e notou que ele se manifesta sobretudo como tédio; chamou de neurose dominical a sensação que aparece quando a correria da semana para (Em busca de sentido, parte II). | |
| 28–30 | 16. Laboratório · as regras | Avise que os primeiros 40 segundos são os piores, e que é isso que vamos observar. O silêncio precisa ser real. | passos |
| 30–33 | 17. Fique | Toque em iniciar no cronômetro do canto. Por volta dos 40 segundos a resistência aparece no corpo: pernas, canetas, risos nervosos. | cronômetro |
| 33–37 | 18. O que apareceu | Comece pelo corpo e só depois vá ao pensamento. Toque numa pergunta por vez. | cartões |
| 37–40 | 19. O que funciona | Três alavancas. Atrito: distância física vence promessa. | cartões |
| 40–42 | 20. Duas moedas | Peça que classifiquem três atividades da própria semana, em silêncio. A última linha de cada lado é a que fica. | |
| 42–45 | 21. Espelho | Voto de mão. Ninguém explica o voto. | voto |
| 45–48 | 22. Sete dias | O ato concreto. Uma hora por dia sem tela, sempre no mesmo horário, por sete dias. | |
| 48–50 | 23. Fechamento | Baixe o tom. Leia e não acrescente nada. |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay