Abrir a aula

Onde a conversa virou controle

PROJETO DE VIDA · NAMORO E CONTROLE · roteiro de uma página · 17 telas · 50 minutos
0–31. A mensagem 16ANTES DA AULA: se você souber de algum aluno vivendo algo parecido, converse com ele antes, em particular, e combine com a equipe socioemocional.mensagem, voto
3–52. Lara e Caio, 16 anosApresente a história e deixe claro, em voz alta, que ela é inventada: nenhum caso real, de ninguém da escola.
5–73. Semana 1As mensagens aparecem uma a uma no toque. Leia cada uma em voz alta, com o tom de quem está apaixonado, sem ironia.passos
7–84. Semana 3Mesma condução: uma mensagem por vez, lida em voz alta, sem comentário. Repare quem da turma reage na mensagem 7 ou na 8: é comum que alguns já se incomodem aqui, e outros achem normal.passos
8–105. Semana 6Leia a mensagem 11 devagar: quem não deve não teme. No último toque, a resposta de Lara se escreve sozinha, com uma hesitação longa antes: deixe a turma esperar junto.mensagem, passos
10–126. Semana 9Última semana. As mensagens caem uma sobre a outra, como notificações na tela bloqueada: leia cada uma em voz alta.celular, passos
12–157. Em que semana passou do ponto?AO VIVO 1 de 2. Contagem de mãos por faixa, um cartão por vez: cada toque soma uma mão. O resultado costuma se espalhar pelas quatro faixas, e é esse espalhamento que interessa: a mesma conversa, lida pela mesma sala, e cada um viu o limite num lugar diferente.voto, passos
15–188. 66% contra 8%ANTES DE TOCAR, UM CHUTE de olhos fechados, sobre a pesquisa e não sobre ninguém da sala: de cada 100 moças que viveram alguma atitude de controle do parceiro, quantas vocês acham que chamaram aquilo de violência?número, passos
18–229. Isso é violência?Duas coisas na mesma tela. À esquerda, a mesma pesquisa: atitude por atitude, quantos jovens chamam aquilo de violência.
22–2610. Por que o desculpa prendeDuas ideias, um desenho. Primeiro o ciclo: a psicóloga americana Lenore Walker descreveu em 1979 um ciclo que aparece em muitos relacionamentos abusivos: a tensão vai se acumulando, vem uma explosão, e depois uma fase de arrependimento e carinho, que ela chamou de lua de mel.
26–2911. O que tornou difícil dizer não?Conversa aberta, sobre a personagem, nunca sobre alguém da sala. Deixe a turma levantar as razões.
29–3212. Vigilância constante está na leiLeia a frase do Caio e toque: ela é riscada, e por cima aparece o nome que a lei dá. A Lei Maria da Penha, de 2006, define violência psicológica no artigo 7º, e entre os exemplos estão, com estas palavras, vigilância constante, isolamento e violação da intimidade.passos
32–3613. Amar é querer o bem de alguémA virada, sem sermão. Tomás de Aquino, na Suma Teológica, define amar com uma frase curta: amar é querer o bem de alguém.
36–3914. E se quem vasculha for você?Esta tela é para quem se viu no Caio, e costuma haver alguém. Diga sem acusar ninguém: na pesquisa, só 4 por cento dos rapazes admitiram espontaneamente ter praticado alguma violência contra a parceira; depois de ver a lista, 55 por cento reconheceram pelo menos uma atitude.
39–4315. Se é com a sua amigaAO VIVO 2 de 2. Pergunte primeiro: se fosse a amiga de vocês, o que diriam? Ouça. Depois mostre as três frases, uma por toque, e explique a última linha: o ultimato (larga dele agora, ou eu não falo mais com você) costuma empurrar a pessoa para mais perto de quem controla, porque tira dela o último amigo.passos
43–4716. A mensagem 16, de novoA mensagem 16 volta, agora com o ciclo inteiro atrás dela. Refaça o voto da abertura, com os dedos, e registre nos contadores: isso é uma mensagem de amor?voto
47–5017. Mais amigos ou menos?Leia a pergunta uma vez e não acrescente nada. Ela fica com eles: serve para qualquer namoro, inclusive o próprio, só na cabeça.

As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay