| 0–3 | 1. Quem tem mais poder nesta cena? | Abra em silêncio, sem dizer o tema. No centro, dois meninos: um zoa, o outro é zoado. A cada toque, a roda cresce em volta deles, até a plateia fechar o círculo. | voto, desenho por toque |
| 3–5 | 2. O Brasil hoje | Diga o tema agora: hoje a aula é sobre bullying, e sobre quem assiste. ANTES DE TOCAR, UM CHUTE de olhos fechados: de cada dez escolares de 13 a 17 anos no Brasil, quantos sofreram bullying pelo menos uma vez no último mês? | passos |
| 5–7 | 3. Toronto: um microfone no meio do recreio | A espinha da aula. Nos anos 1990, duas psicólogas canadenses, Debra Pepler e Wendy Craig, decidiram parar de perguntar às crianças sobre bullying e passar a ouvir. | |
| 7–9 | 4. Em 88% havia plateia | AO VIVO 1 de 3, curto. Peça que cada um guarde de cabeça um número de 0 a 100: em quantos por cento das cenas de bullying gravadas havia colegas assistindo? | número, passos |
| 9–11 | 5. Em 19% alguém fez alguma coisa | Palpite com os dedos antes de tocar: em quantas dessas cenas alguém da plateia fez alguma coisa? | número, passos |
| 11–14 | 6. Assistir parado também alimenta a cena | Outro artigo do mesmo grupo: O'Connell, Pepler e Craig, 1999, revista Journal of Adolescence. | holofote, passos |
| 14–17 | 7. Quando alguém se mexeu | O pico da aula. Palpite com os dedos antes: quando alguém da plateia interveio, em quantos casos a zoação parou? | número, passos |
| 17–20 | 8. Todo mundo ali tem um papel | Christina Salmivalli, na Finlândia, 1996: 573 alunos de 12 e 13 anos indicaram, sobre os colegas, quem fazia o quê nas cenas de bullying. | |
| 20–22 | 9. O cérebro e o grupo | Uma tela curta de mecanismo, para entender por que a plateia trava. Vasily Klucharev e colegas, Centro Donders, na Holanda (Neuron, 2009): voluntários deram notas à beleza de rostos dentro de um aparelho de ressonância magnética e logo depois viam a nota média do grupo. | |
| 22–24 | 10. Por que a maioria só assiste? | Conversa aberta. Pergunte e deixe aparecer as razões antes de revelar as da tela, que vêm uma a uma no toque. | passos |
| 24–27 | 11. Um defensor | Dois estudos finlandeses. No primeiro, Sainio e colegas, 2011: 7.481 crianças do 3º ao 5º ano, em 356 turmas. | |
| 27–31 | 12. O pedaço de pão | A virada, e é a tela mais bonita da aula. Conte o contexto antes: Viktor Frankl, psiquiatra, preso em campos de concentração de 1942 a 1945. | |
| 31–36 | 13. Três coisas que qualquer testemunha consegue fazer | AO VIVO 2 de 3. Nenhuma das três exige enfrentar quem zoa de frente, que é o que trava a maioria das pessoas. | passos |
| 36–38 | 14. Nas redes, a plateia é quem compartilha | A versão digital da mesma cena: no grupo de mensagens, a plateia é quem curte, comenta e manda adiante. | |
| 38–42 | 15. O mesmo voto | O voto que muda. Faça de novo, com os dedos, a pergunta da abertura: quem tem mais poder numa zoação no corredor? | voto |
| 42–47 | 16. Alguém sai da roda | A roda da abertura volta. Toque: uma pessoa sai dela e fica ao lado do menino. A frase aparece depois. | desenho por toque |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay