| 0–3 | 1. O júri | Antes de qualquer tema, projete a frase e leia em voz alta, devagar, duas vezes. Os dois nomes escritos à mão embaixo são os suspeitos de sempre. Diga só isto: hoje vocês são o júri desta frase. Na próxima tela vem o primeiro voto. | |
| 3–4 | 2. Capa | A capa, com o tema dito com clareza. Leia o título e a linha de baixo. Hoje a turma vai fazer duas coisas: julgar uma frase famosa e descobrir quanto a gente entende do que acha que entende. Nada de explicar a frase ainda. | |
| 4–7 | 3. Primeiro voto | PRIMEIRO VOTO DO JÚRI, por mão levantada; toque no cartão para contar. Primeira pergunta: de quem é a frase? Segunda: ela é verdadeira? Escreva também os números no canto do quadro: eles ficam ali a aula inteira e voltam no veredito. | voto |
| 7–9 | 4. Quatro objetos | Antes do veredito, uma prova com o próprio júri. Leia os quatro objetos e a escala: 1 é não faço a menor ideia de como funciona, 7 é eu conseguiria explicar o mecanismo inteiro a alguém, passo a passo. | |
| 9–15 | 5. Explique ao colega | O cronômetro abre no canto: dois minutos e meio para cada um. Duplas. Cada um escolhe o objeto em que se deu a nota MAIS ALTA (isso maximiza o efeito). | cronômetro |
| 15–18 | 6. A nota de novo | Peça a segunda nota para o MESMO objeto, antes de qualquer comentário. Depois conte as mãos por faixa, tocando no cartão a cada mão, e copie os números no quadro, ao lado do voto do júri; ficam ali a aula inteira. | voto |
| 18–20 | 7. O nome do que aconteceu | Deixe o termo se decifrar na tela sem falar. Depois nomeie o que acabou de acontecer com eles: ILUSÃO DE PROFUNDIDADE EXPLICATIVA. | decifra |
| 20–23 | 8. O número encolheu | Rozenblit e Keil, Universidade Yale, 2002 (Cognitive Science): doze estudos com o procedimento que vocês acabaram de fazer (lá, por escrito). | passos |
| 23–27 | 9. O zíper em corte | A TELA DE MECANISMO, e é cognição, não neurônio. Toque três vezes: a câmera entra no zíper em corte. Primeiro toque, os dentes soltos de cada lado. | câmera |
| 27–31 | 10. Onde a ilusão mora | O achado fino do estudo, e é o que torna a aula útil em vez de curiosa. A ilusão é específica de MECANISMO. Com dispositivos (zíper, fechadura, helicóptero) e fenômenos naturais (arco-íris, maré), a queda é de quase um ponto. | passos |
| 31–34 | 11. A investigação | De volta ao júri. Conte como investigação, na ordem, um toque para cada linha. Primeiro: Richard Feynman, Nobel de Física, morreu em 1988 sem nunca ter descrito o protocolo de quatro passos que hoje leva o nome dele. | passos |
| 34–37 | 12. A frase não tem dono | Toque duas vezes: os dois nomes são riscados à mão. Faça o mesmo no quadro, ao lado do voto do júri. Diga: vocês repetiram uma frase a vida inteira sem nunca ter perguntado quem a disse. Isso não é burrice de ninguém; é como a informação viaja. | risco |
| 37–39 | 13. Antes do veredito | Conte a cena verdadeira, que está em livro, com página. Feynman foi convidado a preparar uma aula introdutória para calouros sobre um tema difícil da física. Disse que sim. Voltou depois de um tempo. | silêncio |
| 39–43 | 14. O veredito | O VEREDITO DO JÚRI, e a recompensa é melhor que a lenda. Leia a citação em voz alta, inteira, e pare. Registro: David Goodstein e Judith Goodstein, Feynman’s Lost Lecture (1996), p. 52. No original: I couldn’t do it. | passos |
| 43–47 | 15. Fim da primeira aula | O JÚRI REVOTA, só a segunda pergunta: a frase do quadro é verdadeira? Toque no cartão a cada mão e escreva o resultado no quadro, ao lado do voto da abertura. Não comente a diferença: deixe a turma ver. FIM DA PRIMEIRA AULA. | voto |
| A2 0–9 | 16. Aula 2 · As quatro cartas | A segunda aula começa direto nas cartas, sem retomada. Se houve o ato de casa, uma pergunta só, em um minuto: em que passo a explicação travou? Ouça duas respostas e siga. AO VIVO, e é o momento longo da segunda aula. | cronômetro, cartas |
| A2 9–13 | 17. Sozinhos e em grupo | Revele a resposta (E e 7) virando as cartas na tela anterior, se ainda não virou, e depois o estudo. Moshman e Geil (1998), 143 universitários americanos, a mesma tarefa: 32 resolveram sozinhos e os demais em 20 grupos de cinco ou seis. | passos |
| A2 13–17 | 18. Uma tese | Por que o grupo acertou e o indivíduo não? Uma explicação possível, e ATENÇÃO À HONESTIDADE: isto é uma TESE teórica, publicada com comentários abertos de pares, e não um experimento. Mercier e Sperber, 2011 (Behavioral and Brain Sciences, 34(2)). | |
| A2 17–22 | 19. O viés que a inteligência não corrige | Aqui você desmonta a fantasia de que pensar melhor é ficar mais inteligente. O termo técnico é VIÉS DO MEU LADO: a tendência de avaliar evidência conforme ela favorece o próprio lado. | |
| A2 22–26 | 20. A virada | A virada. Junte as três coisas: a ilusão de profundidade mostra que você acha que entende; o viés do meu lado mostra que a inteligência não corrige isso; a tarefa das cartas mostra que a discussão corrige. | passos |
| A2 26–29 | 21. Um Nobel diante do próprio erro | O caso que fecha a aula. Daniel Kahneman ganhou o Nobel de Economia em 2002 e escreveu o livro mais influente de psicologia das últimas décadas (Rápido e devagar). | passos |
| A2 29–33 | 22. Foi simplesmente um erro | Leia a citação em voz alta, inteira, e não comente logo depois. Ela foi escrita em 14 de fevereiro de 2017, num comentário público, respondendo à análise que demolia o capítulo do próprio livro. | passos |
| A2 33–45 | 23. O júri julga a própria opinião | O ÚLTIMO JULGAMENTO, e é o único momento de escrita, no fim. Meia folha por aluno. Aponte para o quadro: a frase do júri riscada, as notas que caíram, os votos das cartas. Três linhas, uma por toque, e a terceira é a difícil. | passos |
As notas completas estão na aula (tecla N) e na tela de condução (tecla P).Dr. Júlio Lucena · Colégio NewWay